quinta-feira, 29 de outubro de 2009

TIP um cão fantástico

Esta é uma história que eu li....

Joseph Tagg tinha 85 anos de idade e tinha um cão chamado TIP.
Um dia partiram os dois para um passeio e nunca mais voltaram.Foram procurados durante meses e as buscas só pararam quando começou a nevar.
Ao fim de quase quatro meses alguém encontrou o corpo de Joseph, morto.
Ao seu lado estava TIP muito fraco e à beira da morte.
TIP não abandonou o seu dono.

Esta é uma história que eu sei:

Costumo comprar os Jornais na Papelaria de uma pequena povoação a caminho do meu trabalho.
Um dia reparei num cão. De quem é?
- Não sabemos. Apareceu por aí e gosta de se deitar  à porta daquela casa...
O tempo foi passando e nem sempre o via por isso acabei por me esquecer dele.
Passou mais de um ano até que voltei a vê-lo.
Este é aquele cão????
É. É. Não sabe a história?
Não. Tem história??
Imagine, que ele começou a aparecer e a sentar-se no tapete daquela entrada, a senhora teve pena e deu-lhe água.
No dia seguinte quando ia sair de casa lá estava ele deitado no tapete.... e fitava-a nos olhos, não arredava pé!
A senhora, além da água arranjou-lhe um pratinho de comida e ele foi ficando,   e ela com longas conversas ia avisando "tu em casa não entras"...
Veio uma noite chuvosa e fria...."vá lá, entras hoje porque está a chover..."
Pronto. Passou a viver lá em casa.
Mas...o engraçado vem a seguir.
O cão era muito doce e ternurento, comia e dormia não nem se dava por ele.... MAS, havia um dia por semana que ficava muito agitado e não queria estar dentro de casa.
Acordava cedo, gemia, arranhava a porta e pedia para sair.
A senhora abria a porta e ele desaparecia voltava pelo meia da tarde.
Com o tempo era reparou que esse "tal" dia era o DOMINGO....
Quando percebeu, abriu a porta e foi atrás dele..... imaginem:
Ele ia à MISSA.
Veio a saber-se, porque alguém reconheceu o cão que ele durante anos ia à missa com o dono, dono esse que tinha morrido à uns meses.
FIEL AMIGO lá estava ele esperando o seu dono na porta da igreja.

Estas histórias enternecem-me sempre.
Eu também tenho cão e adoro-o.

13 comentários:

  1. Nossa, eu juro que me arrepiei quando li seu texto!

    Pouco antes de ler seu post, estava lá fora dando carinho no meu cachorro, que está com a gente mais de 10 anos.. muito tempo né? Mas é sempre nosso filhote.. :)

    Amo cães.. e eles nos amam de uma forma impressionantemente linda! :3

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  2. Quase posso dizer que nasci a conviver com cães. Uma das minhas amarguras é não ter, em Lisboa, uma casa que me permita ter animais.Ou melhor: recuso-me a enfiar animais dentro de um andar.
    Esta história emocionou-me e fez-me lembrar outra passada com um cão de um tio meu, que um dia destes vou contar, com link para aqui.

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  3. Quase me apetece dizer que nascio com cães como companheiros. Hoje em dia, uma dads minhas amarguras, é não ter cães em casa, porque me recuso a enfiar animais dentro de andares, só para meu deleite e prazer.
    Este post emocionou-me, porque me fez lembrar a história de um cão de um tio meu, que um dia destes vou contar la´no Rochedo. Com link para esta bela papoila.

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  4. Clara e Carlos,
    Fico muito contente por "conhecer" mais duas pessoas que gostam e compreendem os animais.
    Gostei muito das vossas visitas.
    Apareçam.
    xx

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  5. Carlos,
    Eu tenho uma cadelinha encontrada ainda bébé numas obras.
    Tenho jardim onde ela pode brincar e correr, mesmo assim às vezes quando saio e sei que vou estar todo o dia fora dou comigo a pensar:
    " ela vai ficar aqui sózinha ao portão....não seria muito mais feliz se pudesse ser livre???
    Para me animar, depois penso: Mas aqui além de ser adorada, dorme quentinha e come coisas boas!!!!
    Mas é pena, gosto mais ver os animais livres.
    Escreva a sua história pois vou adorar de certeza.
    xx

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  6. Tocante. O veterinário do meu cão, um boxer amoroso que morreu com doença cardíaca, contava que ficava com o boxer de um amigo quando este saía em fins de semana. O bicho sofria até o dono voltar. Uma, duas vezes... Quando o veterinário visitava o amigo o boxer aparecia e logo que via a malfadada visita .. desmaiava redondinho. Pura comoção por medo de ser afastado do dono.

    O meu cão espera no jardim. Conhece o som do motor!

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  7. Bom dia!
    Os animais unem as pessoas, alegram quem está triste, aliviam a dor da solidão... e pedem tão pouco!

    Tbm tenho um cão :)
    beijinhos

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  8. Eles são fantásticos e dão-nos tudo... tudo!
    Muito mais do que alguma vez lhes poderemos retribuir.
    Tenho cá em casa uma rafeira, a Micas, com quase 15 anos. Já mal vê e não ouve nadinha, mas continua a ser a mesma alegria de sempre.

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  9. Lura,
    Achei a sua história muito comovente.
    Obrigada pela visita.
    Volte sempre

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  10. mfc,
    Olá! Tem toda a razão, não conseguimos retribuir, por mais que tentemos...
    Até breve

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  11. Tenho duas gatas e cães em casa da minha mãe. São das melhores coisas que temos na vida, de uma amizade por vezes muito mais que humana!

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  12. Outra história comovente: deste mesmo boxer que tive. Era amoroso: tinha uns olhos grandes, castanhos, profundos. Arrastava o meu pequenino de dois anos pelo jardim na brincadeira. Tinha um corpo escultural.

    Apareceu-lhe a deficiência cardíaca. Mal se conseguia mover pois cansava-se imenso. Sentava-me ao pé dele. Ele, sentado também, movia-se, encostava-se a mim e olhava-me com carinho. Sentia que me pedia vida: vida que não lha podia dar pois o veterinário foi claro comigo (não havia solução).

    Não aceitei a Eutanásia proposta: morreu um dia que fui à praia. Docemente adormeceu como eu previa.

    Chorámos e levou três anos até arranjar coragem para adquirir outro. Tem nome mas eu trato-o por "O Amigo" e parece a minha sombra: acompanha cada passo que dou.

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  13. LURA,
    Conheço muito bem esse olhar a pedir vida...
    Passei pelo mesmo.
    Numas férias tomei conta das duas Dalmatas de uma prima, eram muito engraçadas as nossas deslocações, eram as minhas duas e as dalmatas tudo em fila...:):)

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